A Interface Psiquiatria e Neurocirurgia: A propósito de um caso clínicoJoana Serra 1; Carla Domingos 2; Jorge Santos 3; Armando Rocha 4
Resumo: No presente artigo, os autores pretendem exemplificar como um tumor cerebral pode iniciar queixas clínicas com sintomatologia do foro psiquiátrico. Salienta-se, desta fora, a subtileza dos limites da Psiquiatria e a importância duma intervenção multidisciplinar.
Palavras-chave: Perturbação depressiva, neurocitoma, psiquiatria, neurocirurgia
1 Interna do 3º ano de Psiquiatria do Hospital Sobral Cid 2 Interna do 3º ano de Neurocirurgia do C.H.C. 3 Assistente Hospitalar Graduado do Hospital Sobral Cid 4 Assistente Hospitalar Graduado de Neurocirurgia do C.H.C.
ALTERAÇÕES PSIQUIATRICAS NO SINDROME DE CUSHING - A propósito de um caso clínico
Autoras: Magda Pereira*, Claúdia Amaral**, Leonor Carneiro*, Dra. Alice Lopes***, Dra. Isabel Palma****
Resumo: Sabe-se que o Síndrome de Cushing se pode associar a alterações psiquiátricas e que estas, em pelo menos metade dos casos, precedem os sinais e sintomas físicos. O facto do tratamento se centrar, primariamente, na correcção das alterações endócrinas subjacentes, implica que tanto os endocrinologistas como os psiquiatras conheçam as características clínicas básicas deste síndrome. Neste trabalho de revisão da literatura, as autoras propõem-se a apresentar as alterações psiquiátricas mais frequentes neste síndrome e o seu tratamento. A título ilustrativo, descrevem o caso clínico de uma doente.
Palavras-chave: Alterações psiquiátricas, síndrome de cushing, corticosteróides, doenças endócrinas.
* Interna de Psiquiatria do 5º Ano do Hospital de Magalhães Lemos ** Interna do 5º Ano de Endocrinologia do HGSA *** Directora do Serviço de Psiquiatria de Ligação e Psicologia da Saúde do HGSA **** Assistente Hospitalar do Serviço de Endocrinologia do HGSA
Quando o corpo fala o que a mente cala
Abella MJ1; Alvarez M1; Queirós Oliveira S1; Moreira C2.
Resumo: Na prática clínica nem sempre é possível correlacionar os sintomas apresentados pelos doentes com os critérios diagnósticos existentes nas Classificações internacionais (CID-10, DSM IV-TR). Além disto, a medicina não é uma ciência exacta e a Psiquiatria é uma das especialidades nas quais isto se torna mais evidente pela ausência quer de provas diagnósticas objectivas quer de sintomas patognomónicos. Baseando-se no acima referido, os autores descrevem o caso clínico de uma doente acompanhada em consulta de Neurologia para despiste de crises convulsivas, e para a qual foi pedida uma avaliação psiquiátrica, no âmbito da consultadoria. Tendo sido apontado como provável o diagnóstico de Perturbação de Conversão, o seguimento mais continuado e pormenorizado da doente, em regime de Hospital de dia psiquátrico, suscitou dúvidas relativamente ao diagnóstico definitivo. Em consequência, foi realizada uma revisão sobre o tema à luz dos conhecimentos actuais, concluindo-se que seria mais adequado falar num “espectro” factício para aquelas situações clínicas que partilham critérios diagnósticos com as diferentes Perturbações Somatoformes, Factícias e de Simulação mas que não preenchem totalmente os critérios de nenhuma delas.
Palavras-chave: Perturbação Somatoforme, Perturbação Factícia, Perturbação de Conversão, Simulação.
1Interna Complementar Psiquiatria. Unidade Hospital de Dia. Hospital Magalhães Lemos 2Enfermeiro Graduado da Unidade de Hospital de Dia. Hospital Magalhães Lemos.
ARTRITE REUMATÓIDE. VERDADE OU CONSEQUÊNCIA
Miguel Martins*; Aucíndio Valente**
Sumário: Este caso clínico pretende evidenciar a doença mental como polimorfismo, causa e consequência de doença orgânica. Ao longo da história de vida da doente observamos a complexa interacção de variáveis psicopatológicas como a dependência do álcool, a depressão e a psicose com variáveis orgânicas como: a Artrite Reumatóide (AR), álcool e suas sequelas. Pretexto para uma breve revisão sobre a associação entre AR e depressão. Opções terapêuticas. Mecanismos imunológicos hipoteticamente implicados no adoecer mental.
Palavras-chave: Artrite Reumatóide, imunológico, dor, depressão, álcool, psicose.
* Interno Psiquiatria, Centro Hospitalar de V.N. de Gaia -CHVNG ** Psiquiatra, Chefe de Serviço, CHVNG
Tratamento de Hepatite C e perturbação psiquiátrica: a propósito de um caso clínico
Cristina Recalde *, Ana Horta **, Cristina Rodrigues ***
Sumário: Com o caso clínico que se apresenta, os autores pretendem mostrar como uma intervenção articulada entre o psiquiatra e o médico infecciologista realizada atempadamente, permitiu uma melhor tolerância por parte da doente aos intensos efeitos secundários emergentes do tratamento da Hepatite Crónica pelo vírus da Hepatite C (VHC). Tal intervenção conseguiu que a paciente não abandonasse o tratamento.
Palavras-chave: Hepatite C, interferão, depressão, psiquiatria, psicoterapia
Introdução: A transmissão do vírus da Hepatite C ocorre essencialmente através do contacto com sangue ou com material por ele contaminado. A adopção de medidas universais de rastreio das dádivas de sangue e derivados tornou praticamente nulo, nos últimos anos, o risco de transmissão por esta via. Nos toxicodependentes por via endovenosa, a contínua partilha de seringas, agulhas e restante material usado nesta prática, está na base da elevada incidência e prevalência do VHC nestes indivíduos. O uso no passado, de seringas e agulhas não-descartáveis quer na vacinação (nomeadamente em militares), quer em tratamentos com injectáveis, quer em práticas culturais (acupunctura, tatuagens, circuncisões), explicarão, eventualmente, muitas das infecções hoje encontradas. A transmissão por via sexual, embora pouco eficiente, pode também ocorrer. A transmissão vertical do VHC (4-7%) ocorre menos frequentemente do que com o VHB, mas a coinfecção por VIH poderá favorecer essa transmissão. A infecção aguda por VHC é, na maioria dos casos, assintomática (80-90%), sendo o quadro clínico ligeiro nos restantes (10-20%). A morte por hepatite fulminante é rara. Após a infecção aguda, 15-20% dos doentes curam sem sequelas. A evolução para a cronicidade ocorre em 80-85%. Em 10-20% dos doentes com hepatite crónica C, surge cirrose, ao fim de 20-30 anos. O carcinoma hepatocelular pode surgir numa taxa de 3-5% por ano.
* Assistente Hospitalar Graduada de Psiquiatria – CAT Boavista ** Assistente Hospitalar de Infecciología – Hospital Joaquim Urbano *** Psicóloga Clínica – CAT Boavista
Ressenção de livro Psychiatric Dimensions of Medical Pratice by: Phillip R. Slavney, M.D.
A. Valente* J. Raio**
* Chefe de Serviço do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia. ** Assistente Hospitalar do CAT Oriental – Porto.
SUBSCRIÇÕES
A Revista de Psiquiatria Consiliar publica dois números por ano, em Maio e Novembro, dois números formam um volume. O preço de cada volume (2005) é para instituições 7,5€, para subscritores privados 5€, cada número 3€.
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