ic_revista.gif (1282 bytes) Revista de Psiquiatria Consiliar e de Ligação
RESUMOS   Vol. 4 - Nº 3 - Janeiro 1999  Topo

Depressão na Adolescência
Aspectos biográficos e corporais

Manuela Cruz(1), Ana Sanfins(2), Bárbara Lemos(2), Dora Maltez(2), Elsa Félix(3)

Resumo: Este trabalho foi realizado no âmbito do Centro de Estudos Psicobiográficos do Departamento de Psicologia da Universidade Lusófona e Grupo Português de Psiquiatria Consiliar /Ligação e Psicossomática, na temática da depressão nos Ciclos de Vida, a partir do protocolo de investigação elaborado para a área da adolescentologia, o qual permite traçar o perfil psicológico, social e de saúde do adolescente português. O protocolo apresenta diversas escalas e questionários dos quais, para este trabalho, os autores destacaram os aspectos psicobiográficos, a corporalidade e a depressão. O objectivo deste estudo exploratório é verificar se existe correlação significativa entre estes aspectos e a depressão. Os aspectos biográficos marcantes são muitas vezes responsáveis na falha do percurso do adolescente, que pode significar uma crise na biografia. Também na adolescência ocorrem transformações corporais que podem ser sentidas de diferentes maneiras e podem dificultar a unidade corporal e ocasionar crises biográficas que podem ser vivenciadas com depressão. Os resultados deste estudo exploratório são apresentados em percentagens e, dada a exiguidade da nossa amostra, só foram encontradas tendências.

Palavras-chave: Adolescência, Biografia, Corporalidade, Depressão

*Trabalho apresentado no XIV Encontro do Grupo Português de Psiquiatria Consiliar/Ligação e Psicossomática, Encontro de Outono, Outubro de 1998.
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias em Lisboa.
(1)Docente da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, responsável no CEP do projecto da adolescentologia
Correspondência: Manuela Cruz, Calçada da Estrela, 128, 1º 1200 Lisboa
(2) Aluna 5º ano da área de Clínica da Universidade Lusófona
(3) Aluna 5º ano da área de Educacional da Universidade Lusófona


Depressão na Adultícia

Celeste de Carvalho(1), Luísa Gonçalves(2)

Resumo: Os autores com este trabalho pretendem relacionar a depressão com a Biografia e com patologias para ajudar a definir a comorbilidade na depressão. Analisam os acontecimentos de vida mais marcantes nas pessoas deprimidas, a forma como lidaram com eles, como descrevem a vida actual e quais as expectativas de futuro.

Palavras-chave: Depressão; Adulto; Perturbações somatoformes; Método biográfico

(1) Psicóloga Clínica: membro do CEP (Centro de Estudos Psicobiográfcos) e docente na ULHT (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias)
(2) Aluna do curso de Psicologia da ULHT


Depressão
Alguns aspectos da psicolinguística

 A. Barbedo de Oliveira(1)

Resumo: No âmbito dum Estudo Semântico de alguns termos do Glossário Psiquiátrico, o autor apresenta os resultados da sua investigação (em torno do significado conotativo dos conceitos: "Vida, Morte, Passado, Futuro, Eu, Mundo"), com vista à elaboração dum modelo psicolinguístico da Depressão.

Palavras-chave: Depressão; Psicolinguística; Diferencial Semântico

(1) Assistente Graduado de Psiquiatria do Hospital do Conde de Ferreira - Porto


Apoio Psiquiátrico a Grávidas e Puérperas
Consulta de Ligação Hospital Sobral Cid/Maternidade Bissaya Barreto

Ilda Murta(1); Célia Franco(1); Pitorra Monteiro(2)

Resumo: O atendimento a grávidas e mulheres lactantes com psicopatologia é uma situação delicada e frequentemente levanta dúvidas e dificuldades quer entre psiquiatras, quer entre obstetras e clínicos gerais. Assim sendo, em Janeiro de 1995, um grupo de médicas internas de psiquiatria, propuseram-se passar a fazer o atendimento a chamadas de urgências psiquiátricas ao Serviço de Obstetrícia da Maternidade Bissaya Barreto.
Desde Outubro de 1997, a ligação à Maternidade Bissaya Barreto foi reestruturada, passando a integrar uma consulta semanal integrada na Consulta de Risco Social da Unidade de Intervenção Precoce, participação mensal na reunião de serviço desta unidade e mantendo o serviço de atendimento urgente ao internamento. Actualmente este serviço é desenvolvido por duas Assistentes Hospitalares do Hospital Sobral Cid. O número de casos atendidos tem aumentado mensalmente, sendo muito diversificado o tipo de patologia e problemas surgidos. Ao fim de um ano de trabalho conjunto resolvemos fazer uma revisão dos casos atendidos e reflectir sobre a experiência. Em virtude de só termos começado a fazer registos estruturados desde Janeiro, apresentamos os dados relativos a estes dez meses.

Palavras-chave: Gravidez; Consultas de Ligação; Maternidade

(1)Assistente Hospitalar de Psiquiatria do Hospital Sobral Cid
(2) Assistente Hospitalar de Obstetrícia da Maternidade Bissaya Barreto


O Impacto Psicológico do Diagnóstico e Tratamento do Cancro da Mama

Orlando J. P. Von Doellinger(1)

Resumo: A elevada prevalência do cancro da mama tem vindo a despertar um interesse crescente junto dos investigadores, sendo inúmeros os artigos publicados, nos últimos anos, sobre o seu impacto psíquico.
Esta revisão foca as reacções psicológicas mais frequentes ao diagnóstico e tratamento da doença maligna mamária, bem como realça o importante papel do psiquiatra, quer junto da equipa médica, quer junto das pacientes.

Palavras-chave: Cancro da mama; Mastectomia; Quimioterapia; Radioterapia; Reacções Psicológicas

*Trabalho apresentado em reunião do Seriço de Internamento Feminino do Depârtamento, a 7.10.97
(1) Interno Complementar de Psiquiatria do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia


Consulta Psicológica para Doentes em Fase Terminal

Piedade Vieitas(l), Rogério Pastor-Fernandes(l), Joana Soares(l), Susana Correia(2)

Resumo: Neste trabalho são abordados aspectos básicos sobre a morte, o modo como a encaramos e a vivência do doente com cancro em fase terminal. Segue-se a definição de cuidados paliativos, e alguns pressupostos desta filosofia de cuidar. Aborda-se o doente perante a morte e a doença como geradora de stress. O estado psicológico do doente terminal é descrito como uma explosão de emoções, das quais se salienta o medo e em especial o medo da morte. O doente oncológico em fase terminal foi ainda abordado psicologicamente sob os pontos de vista da comunicação, da angústia e depressão. O coping é estudado como estratégia privilegiada de combate a estas implicações psicológicas. Por último, referem-se sucintamente formas de intervenção psicológica e modelos usualmente adaptados.

Palavras-chave: Consulta psicológica; Cancro; Fase terminal; Psicoterapias; Coping

*Trabalho apresentado nas 1 JORNADAS DE PSICOLOGIA CLINICA do ISCS-N, Porto, 5 e 6 de junho de 1997.
(1) Psicólogo(a) Clínico(a). Assistente Universitário(a) - Instituto Superior de Ciências da Saúde-Norte.
(2) Psicóloga Clínica.


Deficiência Auditiva e Comportamento na Sala de Aula

João Luís de Freitas(l), Isabel Neves(2), Correia Ferronha(3)

Nos últimos anos tem vindo a assistir-se a uma maior eficácia na detecção precoce da deficiência auditiva, o que conduz a mudanças na prática pedagógica. Todavia, o conhecimento do desenvolvimento psicológico do deficiente auditivo permanece limitado. A literatura tem vindo a documentar particularidades no comportamento deste grupo -reveladoras de possível psicopatologia. Partindo da hipótese de que o incentivo à aprendizagem da língua gestual que se tem vindo a empreender em Portugal nos últimos anos pode contribuir para a alteração do panorama documentado, os autores estudam, com base no comportamento na sala de aula, uma população de crianças deficientes auditivas de uma instituição do ensino especial. Pretendem assim, efectuar uma primeira aproximação a uma eventual organização psico(pato)lógica a investigar em posteriores estudos. Este estudo constitui também uma experiência de Psiquiatria C/L num local menos habitual: a escola e a sala de aula.

Palavras-chave: Deficiência   auditiva; Psicologia; Psicopatologia; Reabilitação

(1) Médico Psiquiatra, Hospital Conde de Ferreira, Porto
(2) Professora do Ensino Básico, CESE em Deficiência Auditiva, APECDA, Porto
(3) Chefe de Serviço do Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital de Crianças Maria Pia, Porto


SUBSCRIÇÕES

A Revista de Psiquiatria Consiliar publica dois números por ano, em Maio e Novembro, dois números formam um volume. O preço de cada volume (1999) é para instituições 1500$00, para subscritores privados 1000$00, cada número 600$00.

 
ENDEREÇO
Revista de Psiquiatria Consiliar e de Ligação
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ISSN 0873-612X

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Última actualização em 2001-09-18